A data de hoje não foi ao acaso também, hoje, dia 29/03/2012 estou comemorando meu vigésimo segundo aniversário, e há um tempo já venho notado que junto dos aniversários eu tenho tido uma certa insegurança e se podemos dizer assim, "depressão". Claro que uma depressão não vem do nada nem foge para lugar algum de uma hora para outra. Acho que já é de certa forma crônica e eu consigo suprimir, falar para mim mesmo que tristeza é falta do que fazer.
Sinto-me um estranho dentro de mim, uma peça errônea do quebra-cabeças, que não se encaixa e apenas serve para intrigar por alguns minutos e ser descartado. Sinto como se meus amigos gostassem de mim mais por pena, como se eu fosse uma criança desnutrida pedindo esmolas no semáforo, do que realmente uma pessoa que estas podem depender e gostar. Nem falemos do meu sentimento sempre crescente de culpa por não ser totalmente verdadeiro com quem eu considero as melhores coisas que aconteceram e vão acontecer em minha vida, pois assim não sairemos daqui hoje.
Se você, querido leitor, teve paciência de ler até aqui, deve estar me achando a pessoa mais egoísta e egocêntrica, achando que posso ser o centro do universo das pessoas. Não vou negar, em parte eu concordo com esse preceito também, mas eu sinto um grande vazio entre mim e as pessoas que amo, que não realmente sinto quando estas se relacionam umas com as outras.
Incrível como até em um texto simples de desabafo em um blog onde ninguém lê, eu consigo me achar a pessoa mais irritante e enfadonha que o mundo já viu, acabando com a paciência de um grande espaço vazio onde indefinidamente e inconstantemente escrevo minhas palavras ignorantes e de pouca profundidade.
Com relação aos textos que em outra época conseguiam ter um cunho de criatividade, não prometo muita coisa, sinto muito. Tentarei escrever assim que possível. Obrigado quem que que tenha me aturado,
Marco Antonio
